Despindo o olhar materno

Um dia , eu me vi nos olhos de alguém . E ali eu era maior que tudo.

E assim me sentindo imensa, quis abraçar todas as formas que cabia no amor.

Entre tropeços, Eu cresci muito, abracei tudo.

Enquanto isso, aqueles olhos que me fizeram mágicas, me confundem igualmente.

Me mostraram vazios, medos e sombras que pareciam bem maiores que eu.

Hoje tento desinflar tudo de divino e tudo de horror que podia caber naquela imensidão.

Murcho, esvazio, com precisão e urgência .

Existe um tanto de tudo ,

do amargo, do doce

do azedo, do macio

das verdades, das falhas

um tanto de cólera ,

um tanto de amor

e vai doendo tanto desmanchar uma desilusão tão bem construída .




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